Delírio - Resenha


EU. PRECISO. DO. PRÓXIMO. LIVRO.

E é assim que você fica ao terminar de ler Delírio, por sorte nós já temos a continuação aqui no Brasil. Juro, que eu não vejo sentido em viver desde que eu terminei de ler esse livro, inclusive eu vou ali me matar, zueira. Mas o fim é muito angustiante, então caro leitor, quando comprar Delírio, pelo amor de todos os deuses, compre Pandemônio - sua continuação - e seja uma pessoa feliz sem sofrer as consequências desse maldito cliffhanger (se você não sabe o que é cliffhanger leia o post anterior e volte). Mas vamos à história.

O livro é uma distopia que se passa em Portland, Estados Unidos. Na história há sessenta e quatro anos identificaram o amor como uma doença, amor deliria nervosa, e depois de onze anos acharam uma cura para ele. Aos dezoito anos toda pessoa passará pela Intervenção: cirurgia a qual retirará qualquer e todo sentimento que possa ter alguma ligação com o amor, e logo você será pareada a um homem que será seu marido e você terá filhos e viverá uma vida tranquila, com apenas o sentimento de companheirismo. A irmã de Magdalena Haloway (nossa personagem principal) já passou para cura, e faltam exatamente três meses e cinco dias para o dia da Intervenção de Lena - que é como ela prefere ser chamada - e Lena quer desesperadamente que essa dia chegue já que quer livrar-se do trauma de sua mãe. 

A mãe de Lena foi uma resistente da Intervenção, uma simpatizante, como chamam, e teve que passar pela Intervenção três vezes por causa da depressão que sentia pela morte de seu marido e pai de Magdalena. E então quando Lena tinha apenas cinco anos - se não me engano - sua mãe foi até um precipício e jogou-se de lá, cometendo o suicídio. Ao menos essa sempre foi a história contada por todos e a que Lena cresceu sabendo e ouvindo. 

Com o tempo Lena acabou virando melhor amiga de Hana, a qual nunca foi muito a favor da ideia da Intervenção, diferente de Lena. Mas eis que finalmente chega o dia da entrevista para a cirurgia, e no meio da entrevista - que Lena por acaso está indo muito mal - a sala é invadida por uma manada de vacas ( sim VACAS!) e ela percebe de cara o que está acontecendo. É mais um manifesto dos Inválidos - pessoas infectadas pelo amor que moram na Selva, longe da capital. E ao correr para debaixo de uma das mesas vê um rapaz que acompanha risonho toda a situação, e ele ao vê-la sorri e pisca para ela.

Cada capítulo começa com algo que eles chamam de Shhh - Suma de hábitos, higiene e harmonia - nome o qual achei bastante incrível e criativo, é como uma espécie de Manual de Instruções de uma vida por lá e sempre ligado a informações sobre a doença.

(interessante não?), e no caso da mãe de Lena:

Mas voltando a nossa resenha. Após esse dia, a imagem do tal rapaz continua na cabeça dela, mas ignora com o tempo. Até que certo dia, em uma das corridas com Hana, elas acabam encontrando-o e ele age como se não a conhecesse, mas na hora de ir embora diz uma única palavra que faz com que ela tenha certeza de que ele estava lá, mas há um porém. Alex - nosso boy magia - tem a marca, a cicatriz, de um curado, alguém que já passou pela Intervenção. E isso faz com que ela acabe confiando nele, até que ele conta a ele que as marcas não são de verdade, são apenas uma cicatriz feita por um bisturi que ele mesmo fez. Na realidade ele veio da Selva e é um Inválido sustentado em Portland por simpatizantes. Mas já é tarde para os dois, Lena foi "infectada" pelo amor deliria nervosa. E desde então eles passam a encontrar-se escondidos, normalmente quebrando o toque de recolher, e pensando cada vez mais em como viver juntos, já que Lena irá passar pela Intervenção - que agora falta duas semanas.

O livro tem um desenrolamento lento, mas mesmo assim perfeito, e segue uma linguagem bastante poética, e sua narração é cheia de metáforas, lembrando que o livro é narrado em primeira pessoa pela Lena, por exemplo: 



E daí em diante, rolam muitos spoilers, e coisas incríveis. Não me arrependo e indico ao máximo para quem gosta de uma distopia e um romance. Como vocês puderam ver é uma capa muito bonita, toda laminada, o segundo livro segue o mesmo estilo de capa e deve ser incrível, pois ao fim de Delírio vêm o início de Pandemônio, espero que gostem e leiam. E não se esqueçam: 
Até a próxima, 
Dama.

Um comentário:

  1. Bem... parece um bom livro. Só não incluo na minha lista porque ela já está bem grande. Uma fila enorme de leitura quase parada.

    Tb tenho um blogue com resenhas literárias. Se topar parceria, é só me seguir que te sigo de volta. Gostei de seu espaço e temos afinidade entre blogues.

    Abraços.

    kleitongoncalves.blogspot.com.br

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