Uma Mulher Livre - Resenha | por Dâmaris


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" - Acho que sim - respondeu, olhando novamente para a Estátua da Liberdade. Era um lembrete de que a luz da liberdade nunca se apagava. Mesmo quando você fecha os olhos, ela ainda está lá, iluminando o caminho de todos, homens, mulheres, ricos e pobres. A liberdade pertencia todos, e agora pertencia a Anabelle."



Olá! Bem, depois de um longo ano de ausência, finalmente meu hiato chega ao fim. O livro que escolhi para começarmos o ano de 2017 com o pé direito, foi uma das mais agradáveis surpresas. Confesso que o início de faculdade tem me tirado o fôlego - sim, eu sei que piora -, e assim, meu tempo para as leituras diminuiu exponencialmente, mas num determinado fim de semana. antes de dormir, resolvi ir a minha lista de livros que faltavam ler e escolhi esse. Quando percebi, já tinha chegado a metade do livro e nem vi o tempo passar, com uma leitura leve, Danielle Steel, conquistou minha admiração. 

Uma Mulher Livre, narra a história de Anabelle Worthington uma nova-iorquina da aristocracia no auge de seus 18 anos, vivendo o agradável inicio do século XX. Anabelle é uma jovem menina, inteligente, filha de banqueiro que sempre possuiu tudo aos seus pés, acabara de ser apresentada à sociedade e tudo que ela esperava agora era um longo casamento, com muitos filhos, após voltar de sua viagem à Europa com a família. Todavia, meses antes da viagem, ela sofre de uma espécie muito forte de virose e fica impossibilitada de ir, mas mesmo assim, incentiva aos pais e o irmão que fossem, afinal, haviam sonhado muito com esta viagem. Então, em 1912, sua família embarca no Titanic.

E como já conhecemos a história, a grande tragédia acontece e apenas Consuelo - a mãe - sobrevive. [Isto não é spoiler, vem na orelha do livro, inclusive. Fiquem tranquilos!]. Então, como a tradição ordenava, ambas enfrentaram um ano de luto. Anabelle para lidar com a dor começa a ser voluntária em hospitais como assistente médica, e a tecer o grande desejo de vir a ser médica. Entretanto, no início do século XX, o máximo que poderia ser, era enfermeira (já haviam mulheres que frequentavam escolas de medicinas, mas as exceções eram raríssimas e acontecia mais na Europa), se o marido permitisse. Neste ínterim, ela completa 19 anos, enquanto sua melhor amiga, Hortie, já estava casada e esperando um filho.

Enquanto sua esperança em ter uma vida tradicional definha, cada vez mais Anabelle, aumenta seu sonho pela medicina. Até que um homem muito nobre e educado próximo a família dela, cria com ela uma bela amizade e depois do período de luto, pede-a em casamento. Então, depois de uma fase difícil, ela volta a pensar em ter uma vida comum e realmente se torna feliz com a possibilidade do casamento, até porque Josiah, é um homem mais velho e gentil, e sempre apoiou seu trabalho no hospital. Ela então, para alegria da mãe, casa aos 20 anos, porém, no mesmo período que explode a Primeira Guerra Mundial na Europa e enche o mundo de tensão. Ainda assim, ela tem dois anos de um casamento feliz, até que um escândalo neste surge e faz com que ela perca tudo que havia construído.

Anabelle vê-se então sem mais nada em Nova Iorque e vai para França servir no front num hospital organizado somente por mulheres, ajudando a salvar feridos na guerra. Aos 22 anos, enfrenta os terrores da Guerra, até conseguir uma vaga na escola de Medicina que se torna seu refúgio por um tempo, até que o governo francês pede que alunos possam ajudar novamente no front com os doentes. Anabelle, sem hesitar, parte novamente e passar por mais períodos difíceis ao perder amigos que teve tanto dificuldade de ter na faculdade, por ser mulher, para a guerra. E então, no meio a toda loucura do front algo desesperador acontece a ela, e muda todos os rumos da vida de Anabelle, que irá ter que enfrentar todas as consequências sozinha devido ao forte julgo que a sociedade trazia a mulher.

A narrativa de Danielle Steel é incrível. Apesar de narrar quase quinze anos de história, não torna o livro pesado e cansativo. Outra característica muito admirável é como a narrativa evoluiu junto com a idade da personagem, então, ao começarmos o livro, vemos uma leitura leve e simplista, tendo em vista a idade da personagem. E com o decorrer do tempo, com o amadurecimento desta, a escrita também se torna mais trabalhada. Pode-se também observar, como a escritora estudou e procurou ter um conhecimento bastante aprofundado da guerra para aqueles que a viveram na pele. Já havia lido muito livros que abordava a Segunda Guerra, mas este foi o primeiro livro que li sobre a Primeira.

Creio que livros assim são altamente necessários por mostrar diferentes tipos de mulheres, em diferentes situações, fugindo de estereótipos que fortalecem ideia errôneas, além de não romantizar situações que de tão comuns se tornaram normais. Definitivamente, um livro que indicaria pra toda e qualquer mulher e que fará dela um pouco mais forte e mais segura de si. 💙

Já gostaria de uma adaptação pras telas!

LIVRO: Uma Mulher Livre
EDITORA: Record
AUTOR(A): Danielle Steel


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