A Herdeira - Resenha | por Dâmaris


  
“Nunca consegui prender a respiração por sete minutos. Nem sequer por um. Uma vez tentei correr um quilômetro e meio em sete minutos depois de descobrir que alguns atletas faziam isso em quatro, mas fracassei espetacularmente quando pontadas na lateral do abdome me deixaram exausta no meio do percurso. Contudo, há uma coisa que consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas consideraria bem impressionante: me tornar rainha.

E é deste modo altamente instigante que Kiera Cass começa A Herdeira – 4° livro da série A Seleção. Com sua escrita simples e leve, que nos levar a passar uma tarde inteira lendo seu livro sem nos cansarmos. A Herdeira se passa 18 anos depois do fim de A Escolha- 3° livro da série – com um contexto parecido, mas uma realidade e uma visão diferente da qual estávamos acostumados.

Se você não leu os três primeiros livros, de agora em diante, esse post pode conter alguns spoilers, caso não tenha lido clique aqui para ler a resenha de A Seleção. Se você não se importar com spoilers siga em frente e fique a vontade!



O livro é narrado pela Eadlyn Schreave, a futura herdeira de Illea e irmã gêmea de Ahren Shcreave. E diferente do que talvez vocês já tenham lido: não, eu não odeio a Eadlyn. Pode-se dizer que ela é uma personagem com um temperamento forte, arrogante – mesmo que não perceba -, e com fortes tendências feministas, o que a torna uma personagem forte e confiante de que não precisa de um casamento para governar.

Após alguns anos do fim das castas, Illea ainda está sofrendo o impacto da mudança, o que faz com que o povo ainda esteja em crise e duvidando do governo de Maxon. Surge então uma ideia: trazer uma nova Seleção, mas desta vez para Eadlyn, 35 garotos para disputar a mão da princesa.

E ai começam alguns comentários como “lançou mais um livro só para fazer dinheiro”. Bom, a trama é totalmente diferente, com personagens totalmente diference e uma visão a qual não estamos nem um pouco acostumados, os bastidores. Chega uma hora do livro que você fica tentando lembrar quem é quem, qual o nome, e o que eles fizeram até agora. Kile, Baden, Henri, Burke, Ean... definitivamente muitos.

Apesar de todos os defeitos, Eadlyn é uma garota como qualquer outra, cheia de crises, uma filha que se preocupa, e um amor incondicional pelo seu gêmeo e seus dois irmãos mais novo: Osten e Kaden, e aos poucos começara a sentir-se afetada. 

E você como leitor começa a torcer pelo seu favorito: Kile, o implicante “aminimigo” de infância filho de Marlee e Carter? Henri, o noruêces (acho que é assim que se escreve já que ele era da Noruécia) mais fofo do mundo? Baden, o sincero musicista?

Fora o fato de que é maravilhoso ver antigos personagens que vimos em plena juventude, hoje, serem adultos formados e maduros. O livro também contém um marcador em seu verso personalizado o qual você pode recortar e usar! 

Até a próxima, Dâmaris.
  

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